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terça-feira, 9 de abril de 2013

Notícias - Pressão de líderes faz Feliciano reabrir sessões da comissão ao público

Após a reunião de líderes partidários na manhã desta terça-feira (9) em Brasília, o deputado pastor Marco Feliciano (PSC-SP), foi mantido no cargo, mas voltou atrás na decisão de fechar as reuniões da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, a qual preside, ao público.
Pela manhã, Feliciano disse que "a princípio", nada mudaria. "A princípio, está da mesma forma como foi aprovado o requerimento [sem acesso ao público em geral]. Vou conversar agora com o colégio de líderes, vou pedir a opinião do presidente para ver o que pode ser feito, mas, a princípio, mantenho a posição que foi tomada na última reunião [de manter as sessões fechadas para o público]", afirmou no início da manhã.Na semana passada, os integrantes da CDH decidiram que todas as sessões da comissão seriam fechadas ao público, sendo permitida a entrada apenas de deputados, assessores e jornalistas.
No entanto, após o encontro com as lideranças partidárias no gabinete do presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), o parlamentar voltou atrás e decidiu reabrir as sessões.
Feliciano já negou as acusações várias vezes.Ao ser eleito presidente da CDH, disse: "caso eu fosse racista, deveria pedir perdão primeiro a minha mãe, uma senhora de matriz negra."Há mais de um mês a manutenção do parlamentar no cargo tem provocado manifestações na Casa Legislativa, manifestações contra e a favor em redes sociais, mobilização de artistas, políticos e da sociedade civil. O deputado é acusado de ter dado declarações consideradas racistas e homofóbicas.
Sobre a acusação de homofobia, ele diz que não é "contra os gays, sou contra o ato e o casamento homossexual. Quero o lugar para poder justamente discutir isso. Vai ser debate. Vou ouvir e vou falar", afirmou em mais de uma ocasião.

Tumulto

Durante este período, os grupos pró e contra Feliciano causaram tumulto, empurra-empurra nos corredores das comissões da Câmara e três pessoas chegaram a ser detidas pela Polícia Legislativa.
Em março, Feliciano chegou a pedir a prisão do antropólogo Marcelo Régis Pereira, que o chamou de "racista". "Aquele senhor de barba vai sair preso daqui porque me chamou de racista", disse o deputado, citando o artigo 139 Código Penal, que trata de difamação. Pereira foi solto e disse que apenas gritou palavras de ordem, assim como os outros manifestantes.
No mesmo dia, Allysson Rodrigues Prata tentava invadir o gabinete do deputado quando foi impedido pelos agentes. Ambos foram liberados no mesmo dia.
No último dia 26 de março, um manifestante subiu em cima da bancada dos parlamentares para gritar palavras de ordem contra o pastor.
A terceira pessoa detida foi na semana passada, quando um manifestante pró-Feliciano atingiu uma repórter fotográfica com um chute. Ele também foi liberado no mesmo dia.
O tumulto causado pelos manifestantes foi o motivo alegado pela comissão para fazer as reuniões fechadas.
A próxima reunião da comissão deve ser nesta quarta (10) às 14h.

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