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quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Técnica - a ginástica do tecladista - Não seja sedentário!



Um atleta precisa manter a sua forma. Sua performance depende disso. Todos os dias acordam cedo, fazem alongamento, correm, saltam, nadam, levantam peso. Mantém uma vida saudável, e praticam os seus respectivos esportes todos os dias. Alguns atletas, não treinam e são excelentes, são gênios. Mas são exceções. Na música nada é diferente. É preciso praticar muito para obter bons resultados. A técnica precisa ser apurada, para conseguir executar trechos com alto grau de dificuldade com clareza e beleza. Se você é uma exceção e não precisa nada disso, eu não sei. Mas, se você precisa praticar pelo menos todos os dias, ou quer começar a praticar, deixo aqui algumas dicas:

1. Estude livros de técnica de piano clássico. Os melhores métodos para adquirir velocidade, força ou leveza, são estudos da escola clássica de piano. Ex. : POZZOLI, CZERNY, HANON, etc.

2. Exercite escalas e arpejos para aquecimento. Assim como um atleta precisa fazer aquecimento antes de entrar em uma partida, um pianista/tecladista precisa aquecer as mãos antes de começar a praticar. Execute as escalas maiores, sentido ascendente e descendente com as duas mãos simultaneamente e com divisões rítmicas diferentes: tercinas; colcheias; colcheia e semicolcheia (sincopa); semicolcheias.

3. Evite esforços físicos demasiados, que envolva força nos punhos, como musculação, handebol, bem como enrijecimento demasiado na musculatura dos ombros e pescoço. (a maioria dos músculos dos braços possuem terminações e ligações com ombros e pescoço. Enrijecê-los demasiadamente pode lhe causar uma certa "amarração nos braços", fazendo com que se perca a leveza e a coordenação motora fina, tão importante para nós, tecladista/pianistas. Todos os médicos, recomendam que façamos alguma atividade física. De maneira nenhuma estou aconselhando os músicos a preservarem suas "barrigas de refrigerante", nem mesmo seus "pneuzinhos" (às vezes, "pneuzões"). Só aconselho escolherem algo que não prejudique seu trabalho, sua qualidade e seu potencial musical... Converse com um músico que tenha adquirido uma tendinite (inflamação nos tendões), veja como é difícil a recuperação e a retomada da técnica que demorou-se tanto para adquirir.

Para cada vez mais adquirir técnica, você terá que se dedicar ao instrumento. Dedicação ao instrumento requer tempo e continuidade. Desenvolva na rotina de seu dia-a-dia, um horário específico para estudar. Meia hora ? Uma hora ? Não sei qual é o tempo que você tem disponível, mas faça que este tempo para praticar jamais diminua. Se possível, aumente-o.
Ivan Teixeira - Vida Nova Music

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Alongamentos para Bateristas




Para qualquer atividade física é muito importante o alongamento, e sendo o baterista o atleta da banda vamos a algumas dicas.

 Vamos tratar agora de uma questão muito importante e que é seguidamente esquecida ou deixada de lado pelos bateristas.

ALONGAMENTO!

Alongamento é um aquecimento, uma preparação para se fazer qualquer exercício físico, e o ideal é que se faça antes e também após qualquer exercício.
Esse é sempre o primeiro assunto que abordo em minhas aulas pois não quero sentir culpa depois de não ter ensinado a algum aluno esse importante assunto e ele aparecer na aula, ou deixar de ir a alguma aula, por conta de tendinite, lesões, etc.
O alongamento sendo uma preparação para se fazer algum exercício físico deve então ser algo obrigatório e natural no cotidiano de qualquer baterista, pois nós somos os verdadeiros ATLETAS de qualquer banda.
O baterista apesar de tocar sentado usa praticamente seu corpo inteiro quando toca, e por essa razão é importantíssimo que o mesmo esteja preparado para fazer esse exercício físico que é tocar bateria.
Façam alongamentos antes de estudar, fazer rudimentos, ensaiar, tocar, antes de shows, ou seja, se vai pegar as baquetas separe antes um tempinho para se alongar e assim previnir quaisquer problemas futuros.

CUIDEM DE SUA SAÚDE!!!

Abaixo algumas fotos. Lembrem-se que nenhum alongamento deve causar dor alguma, somente deve sentir a musculatura puxar, mas sem dor. Se qualquer dos posicionamentos abaixo lhe causar dor pare imediatamente e procure seu médico para verificar se já há algum problema muscular com você.
Cada posicionamento deve ser feito durante 15 segundos ok.
Vamos ver abaixo as fotos das posições de alongamento.

Essas primeiras fotos são de posicionamentos para alongar os dedos e o pulso. Primeiro com os dedos para cima, depois com os dedos para baixo e o terceiro com os dedos também para baixo mas dessa vez com a palma da mão ao contrário.

  


 As próximas fotos são uma sequência de giro dos pulsos com as mãos fechadas. Gire os pulsos sem mecher os braços. Isso ajuda a longar os tendões que passam pelos pulsos além de também lubrificar com líquido sinovial entre os seus ossos que provavelmente serão os mais usados ao tocar bateria.



As próximas fotos são outra sequência de movimento, feito agora com a baqueta. A sequência das fotos é a sequência exata do movimento que você fará, onde a baqueta o ajudará a girar e segurar o pulso no mesmo lugar por 5 segundos e depois voltar com o movimento contrário. Pode repetir esse movimento por 5 vezes pelo menos.

 


As próximas fotos serão uma sequência de um alongamento também com a baqueta mas feito para alongar os dedões.

 



Agora uma sequência de alongamentos diferentes para braços e ombros. Deve ser feito com o apoio de uma parede. Lembre-se também que essa posição deve ser feita com ambos os braços.




Nesse outro alongamentos para os ombros e braços você cruza os dedos das mãos, vira com as palmas das mãos para frente e levanta os braços ao máximo, puxando para cima e para trás ao mesmo tempo.

 


As próximas fotos são uma sequência de alongamento para o pescoço. Além de evitar uma torcicolo ajuda e complementa alongamento das costas e dos ombros além de lhe deixar mais relaxado. Além dessas posições, para frente, para trás, para um lado e para o outro, faça também um giro lentamente no sentido horário e outro no sentido anti-horário.



Assim como fizemos giro com os pulsos e acima com o pescoço, também devemos fazer giros prá frente e para trás com os ombros. E apoiando a ponta do pé no chão fazer giros com o tornozelo em 2 sentidos.






Para concluir uma sequência de alongamentos para as pernas. Primeiro feito com as pernas abertas e depois com as pernas juntas, ambos sem dobrar os joelhos.
                                       


É importante sempre alongar antes, e também depois para que seus músculos voltem a um estado relaxado após tanto esforço tocando.
 Espero que tenham gostado dessa dica e que ponham em prática no seu dia a dia, cuidando assim de sua saúde física. Assim todos poderão tocar durante muito mais tempo e sem dores!

Fonte: DANIEL BATERA®


sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Os Benefícios do Aquecimento Para o Guitarrista





Todo aquecimento para guitarra deve começar bem DEVAGAR, para depois você poder atingir o máximo da sua velocidade.

Vitalidade



O Aquecimento é indispensável por várias razões. A mais importante é a sua Saúde: Tocar guitarra é um exercício diário e deve ser feito da maneira correta para que não aconteça nada de indesejado. É preciso aquecer para não correr o risco de ficar com tendinite no punho nem artrite nos dedos. Mas não se preocupe, isso é muito difícil de acontecer, para evitar basta aquecer por alguns minutos.


Aquecimento

Antes de praticar qualquer exercício físico, você sempre faz um alongamento, aquecimento correto? Na guitarra não é muito diferente; como tocar guitarra também se trata de um exercício físico, você deve estar aquecido e alongado antes de começar a tocar. Para isto, basta seguir alguns alongamentos:


1.1 - Estique seu braço para frente na altura dos ombros; deixe os dedos voltados para cima; e com a palma da outra mão puxe os dedos para trás, o quanto achar que consegue. Repita o mesmo com a outra mão.
1.2 - Estique seu braço para frente na altura dos ombros; deixe os dedos voltados para baixo; e com a palma da outra mão puxe os dedos para trás, o quanto achar que consegue. Repita o mesmo com a outra mão.
1.3 -Estende o braço como no exercício anterior. Passe a mão oposta por baixo e puxe o cotovelo em direção ao ombro. Repita o mesmo com o outro braço.
1.4 - Passe uma das mãos por cima do ombro e posicione a palma atrás da nuca. Com a outra mão empurre o cotovelo para baixo. Repita o mesmo com o outro braço.


Técnica Perfeita


Outra razão é a que quando você está fazendo o aquecimento, que acaba se tornando um hábito, você tem a oportunidade de melhorar a sua técnica. E a única forma de se melhorar a técnica é tocando devagar. Por exemplo, imagine que você está fazendo um aquecimento bem simples como o 1234, nesse momento você pode observar vários aspectos da sua técnica.Você pode ver se está:

-Posicionando os seus dedos bem próximos aos trastes, que é o desejado.

-Tocando com a ponta do dedo da mão esquerda, o que lhe dá mais agilidade.

-Palhetando com a ponta da palheta, também para ganhar agilidade.

-Fazendo cada nota soar com Clareza e Limpeza.

-Se não está dobrando demais o punho da mão esquerda, 90 graus, por exemplo. O ideal é que a sua mão faça um ângulo suave com o seu antebraço.

O aquecimento é uma ferramenta muito poderosa, e após pouco tempo usando ele você irá notar os resultados. Então não perca tempo! Comece o dia se aquecendo e você estará pronto para fritar mais do que nunca!


segunda-feira, 2 de julho de 2012

segunda-feira, 18 de junho de 2012

sábado, 16 de junho de 2012

domingo, 10 de junho de 2012

sábado, 9 de junho de 2012

terça-feira, 5 de junho de 2012

quinta-feira, 24 de maio de 2012

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Ténicas Vocais com Thalles Roberto (1)

Olá Pessoal ! Hoje começo a postar uma série de videos com técnicas vocais com Thalles Roberto.

Confira, vale a pena!




segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Dicas práticas para Músicos de Ministério de Louvor (Parte 7)

Parte 7 - Prática de Conjunto (Final)

Estamos chegando ao final desta série de 7 artigos sobre temas que dizem respeito aos músicos e ministérios de louvor em geral. Neste artigo falaremos sobre Prática de Conjunto.

Para quem não sabe do que se trata, Prática de Conjunto diz respeito aos aspectos de tocar música em grupo, algo que é muito comum nas igrejas. Para haver uma melhora na prática de conjunto de qualquer grupo musical é preciso verificar a aplicação das seguintes dicas:

Dica 1: Toque seu instrumento ouvindo também os outros instrumentos:

É muito comum aos músicos, principalmente àqueles que estão começando, pedir que no seu retorno tenha somente o seu instrumento. Isto não é recomendável porque quando você não ouve o outro músico que está tocando contigo, pode acontecer de você tocar em andamento mais rápido ou lento que os demais pelo fato de não ouvir o próximo.

Já vi acontecer em uma gravação em estúdio um caso onde uma banda que tocava há anos foi gravar e somente no estúdio foi "descoberto" que em alguns momentos o violonista tocava acordes diferentes do tecladista. É imprescindível se ouvir e também ouvir os outros instrumentos da banda, afinal de contas quando se toca em grupo o fundamental é ter um som coeso e com uniformidade, demonstrando um mínimo de entrosamento.

Durante os anos tenho aprendido a ouvir os músicos com quem eu toco junto. Muitos arranjos espontâneos, convenções e novas harmonias foram gerados a partir do momento em que ouvi o músico que estava tocando comigo na mesma banda.

Dica 2: Toque seu instrumento olhando para os outros músicos:

Talvez aqui esteja um dos principais defeitos em todos nós que fazemos música na igreja. A grande maioria dos músicos que toca na igreja, olha somente para o seu instrumento, ou para a partitura, ou toca de olhos fechados. Há momentos de tocar de olhos fechados, mas há momentos de tocar olhando para os outros músicos.

Uma das maiores alegrias para um músico é poder dividir sua música com outros músicos. A partir do momento que você olha para os outros músicos do grupo, você interage e entra em conexão com os outros integrantes. Esta dica é também valiosa para os cantores e ministros de louvor na casa de Deus. Já toquei com vários ministros reconhecidos no Brasil e fora e muitas vezes a comunicação se dava pelo olhar.
Todo ministro de louvor deve saber se comunicar com os músicos através do olhar. Tente exercitar isto nos ensaios.

Dica 3: Saiba o papel de cada instrumento na música

Muitos músicos tocam com um único critério: O seu próprio gosto musical. Mas isto não pode ultrapassar as características de cada canção. Todo instrumento musical tem o seu papel específico na música. Os instrumentos harmônicos (piano, teclado, guitarra, violão) dão a base harmônica (acordes) podendo fazer solos também. Os instrumentos rítmicos (bateria, percussão) sustentam a base rítmica e formam a chamada "cozinha" com o piano e o contrabaixo.

Aliás o contrabaixo toca prioritariamente junto com o bumbo da bateria, podendo fazer escalas e ornamentos para enriquecer a música. Mas o papel do contrabaixo não é "solar" a música na maior parte. Infelizmente alguns baixistas acham que estão tocando guitarra, só fazem ornamentos com a melodia e esquecem o seu papel principal: Tocar junto com o bumbo. O papel de cada instrumento tem que ser dividido para nao "embolar" o som.

Por exemplo, quando existe um baixista tocando, o pianista não deve ficar na região grave para não chocar com o baixo. O pianista deve tocar na região médio/aguda do seu instrumento.

Outro exemplo: Quantos de vocês já viram a seguinte cena: Um fundo musical sendo feito com o guitarrista, tecladista e baixista tocam juntos a melodia da musica. Se um está fazendo a melodia, os outros devem fazer o acompanhamento e tocar em outra região do seu instrumento.

Espero que através desses 7 artigos, que em breve vão ser publicados em um livro, eu possa ter contribuído para um pensamento crítico sobre o nosso papel como músicos na casa de Deus. A música deve ser feita com excelência pois servimos o Deus sobremodo excelente.

A qualidade musical não se opõe à unção e graça de Deus, muito pelo contrário, quanto mais você se dedica e estuda para dar a Deus o seu melhor, Ele derrama sobre você mais do Seu entendimento, sabedoria e poder.

Lembre-se da parábola dos Talentos. Deus é quem dá os talentos, a nossa parte é desenvolver esses talentos e multipicá-los pois um dia iremos prestar contas com Ele.

O que você tem feito com o talento que Deus te deu?

Sl. 33:3 “Cantai-lhe um cântico novo, tocai com arte e júbilo.”

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Dicas práticas para Músicos de Ministério de Louvor (Parte 6)

Parte 6 – Repertório [Dica]

Estamos dando prosseguimento a esta série de 7 artigos sobre temas que dizem respeito aos músicos e ministérios de louvor em geral.

Neste artigo falaremos sobre Repertório.

Um dos aspectos mais importantes na música é o repertório. Tanto nos eventos ao vivo, como em gravação, uma grande parte dos músicos e cantores não se preocupam muito com esse quesito. É muito comum ver excelentes cantores que são rotulados negativamente pois não sabem escolher um bom repertório para cantar, nem sabem definir qual estilo musical eles representam.

Muitos músicos também não sabem que repertório utilizar quando tocam em outros eventos, como casamentos e aniversários por exemplo. Além disto ainda há a questão do músico que escolhe uma canção para tocar baseado na existência de espaço para solar e "aparecer" mais.

Pensando nestas questões e na deficiência da escolha de repertório que infelizmente tem se tornado comum entre os músicos em geral gostaria de expor 5 dicas para um melhor aproveitamento do repertório na nossa vida musical.

1 - Identidade musical

Muitos ministros de louvor tem suas referências musicais em outros ministros que são muito conhecidos no Brasil. Isto é salutar, mas existe um limite entre ter uma referência musical e copiar totalmente quem você admira. Por exemplo, nas igrejas brasileiras, vemos muitos ministros de louvor com a voz, jeito, roupa e as vezes até semelhantes fisicamente com cantores já consagrados no gospel.

Voce pode ter referências e se inspirar em outras pessoas sim, mas tente aliar à referência sua identidade musical. Não tente copiar 100% seu cantor preferido, antes tente pegar o que ele tem de melhor e adicionar ao seu estilo próprio, sua vivência, e sua personalidade.

A cena musical nas igrejas e no mercado fonográfico anseia por pessoas criativas e com identidade própria. Ninguém no mundo inteiro é capaz de tocar ou cantar como você, pois sua identidade é única.

2 - Mensagem

Este ponto é muito importante e por vezes passa despercebido. Qual a mensagem que a sua música passa para o ouvinte? No nosso caso, que tocamos música cristã, seja na igreja ou em shows e eventos fora da igreja, precisamos estar cientes de que o que diferencia a música cristã da secular além da unção, é a mensagem que a letra transmite.

A letra precisa ter papel preponderante nos ministérios de louvor nas igrejas. É muito comum ver bateristas que preferem tocar uma determinada música pois tem uma introdução só com bateria, ou ver guitarristas escolhendo repertório de acordo com a existência de solos de guitarra no início, meio e fim da música.

Definitivamente esse pensamento não pode nem passar perto de nós músicos. O mais importante na música cristã, também chamada de gospel, é a mensagem que ela transmite.

3 - Estilo musical

Falamos sobre estilo musical no terceiro artigo desta série, mas sempre é bom mencionar este tema. O primeiro passo para um cantor selecionar repertório é saber qual é o seu estilo musical, e qual é o estilo musical da igreja em que ele ministra.

Por exemplo, no Sul do Brasil, além das músicas tradicionais gauchescas, temos uma boa parte dos jovens que adoram reaggae. Será que não seria interessante tocar algumas canções em reaggae? Outras perguntas interessantes para refletir:

Será que todas as igrejas no Brasil só tem pessoas que gostam de ouvir pop rock?

Porque a grande maioria dos grupos de louvor e adoração utilizam maioritariamente o pop rock?

No Brasil só tem espaço para esse estilo de música?

4 - Tendências gospel no Brasil e no mundo

Já se foi a época em que rimar as palavras "Amor e Senhor" era novidade na música gospel. Hoje em dia temos vistos trabalhos de muita qualidade musical e que têm letras que fogem dos clichês e jargões do mundo gospel. Ouça trabalhos como os da Daniela Araujo, Leonardo Gonçalves, Maressa Kowalski, Stenio Marcius, Thalles, entre outros.

É preciso pesquisar e estar atento às novidades no meio gospel no Brasil e no mundo. A pesquisa por novas tendências na música ultrapassa os quesitos musicais, mas também passa pela pesquisa da vida e acontecimentos com os artistas em geral.

Um exemplo: Você sabia que a Brooke Fraser, cantora e compositora do Hillsong que já compôs músicas como "Hosana", tem uma carreira paralela na música secular?

Outro exemplo: Você sabia que é comum fora do Brasil algumas bandas pararem um tempo de fazer turnês e desenvolveram projetos paralelos? Exemplo disto é o Delirious?

A busca pelo novo nos liberta de sermos "mais um no meio da multidão". Tente se antecipar à chegada de novas tendências musicais para não ficar refém de estilos musicais ultrapassados.

5 - Apreciação musical

Nenhuma das dicas anteriores dá resultado se não houver apreciação musical. Podemos definir apreciação musical como escuta acurada de um material sonoro que propõe um pensamento crítico sobre forma, estética, conceitos musicais e suas aplicações.

Ou seja, a apreciação é quando o ouvinte escuta canção atentando para os todos os detalhes, como letra e música, e a partir dai pensa criticamente sobre a importância ou não dos mesmos na igreja.

Por exemplo: A influência musical que pop rock congregacional exerce nas igrejas brasileiras tem o mesmo peso que outros estilos como os de Kirk Franklin, Fred Hammond e Israel Houghton?

Será que as composições dos referidos cantores não poderiam ser mais utilizados nos ministérios de louvor?

Espero ter contribuído para o pensamento crítico do papel do repertório na vida de todo cantor, músico, dirigente de louvor, e ministro de música que lida com a arte na casa de Deus.

Se estamos fazendo música para Deus não podemos fazer nada menos que o melhor.

Sl. 33:3 “Cantai-lhe um cântico novo, tocai com arte e júbilo.”

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Dicas práticas para Músicos de Ministério de Louvor (Parte 5)

Parte 5 - Criando ambientes musicais [Dica]

O objetivo principal desta série é compartilhar dicas objetivas e funcionais para a melhoria da prática musical dos ministérios de louvor das igrejas.

Neste quinto artigo vamos falar um pouco sobre o papel dos ambientes musicais na liturgia da igreja e como fazer essas ligações entre diversos momentos no culto através da música.

A criação de ambientes musicais é uma nova vertente no século XXI.

Existem empresas de jingles e trilhas que são especializadas em criar canais de rádio sob medida para as empresas, segundo conceito de marketing e identidade musical.

Esse pensamento de envolver a pessoa com música ambiente é cada vez mais recorrente no mundo empresarial.

Na igreja todos os momentos do culto deveriam ser amparados musicalmente de acordo com o seu contexto.

Você já participou de algum culto onde o pastor estava ministrando algo para a igreja, mas a música tocada no momento não tinha nada a ver com o contexto?

Nós precisamos entender que a música tem um papel importantíssimo na liturgia cristã não só como arte, mas como adoração a Deus e como um meio de criar ambientes propícios para a manifestação da Glória de Deus.

Gostaria de dar três dicas para a criação de ambientes musicais na igreja e o desenvolvimento dos mesmos.

Dica 1 – Pense no culto como um momento musical único e não uma divisão em vários momentos. (Uniformidade)

A uniformidade do culto é um pensamento que passa longe do músico na casa de Deus.

Isto porque quando o músico toca na igreja, ele se preocupa somente com a sua parte, e quando passa o momento do louvor e adoração ele não se preocupa com o que vêm depois. Isto não deveria acontecer.

A música deve ser um pano de fundo em todo o culto interagindo com aquilo que está sendo ministrado.

Uma ótima prática que tem se tornado comum nas igrejas é a de ter sempre um tecladista tocando durante todo o culto.

É lógico que este tecladista precisa de técnica, dinâmica e sensibilidade para saber como tocar em cada momento.

Precisamos pensar na música como agente ativo em todo o culto e não somente no louvor e adoração.

Dica 2 – Evite deixar buracos musicais entre músicas ou entre momentos litúrgicos do culto

Uma dos acontecimentos mais comuns nos ministérios de louvor que estão começando é este: Entre uma música e outra fica um silêncio, um músico olhando para o outro perguntando quem começa a música, enquanto o povo da igreja fica esperando.

Isto é algo que não deveria acontecer, pois essas quebras musicais de maneira brusca desviam a atenção da igreja.

O repertório pode ser combinado antes, ou mesmo se for decidido na hora, é preciso ter um músico de instrumento harmônico (violão/teclado) que faça essa transição entre as músicas e não deixe esse espaço vazio sem música.

Essa dica vale também para a passagem entre outros momentos do culto. Por exemplo, no final da pregação quando é feito o apelo, ou alguma outra ministração, deve haver uma base musical preparando esses momentos.

Dica 3 - A criação de ambientes musicais na igreja precisa ser guiada pelo Espírito Santo

O Espírito Santo precisa ser a referência do músico na casa de Deus. Durante alguns anos toquei teclado com a pastora Ludmila Ferber e com ela aprendi muito sobre essas ministrações espontâneas guiadas pelo Espírito Santo.

O músico precisa ter sensibilidade musical para tocar o que é devido na hora certa e da maneira certa.

Se você não sabe nem por onde começar, veja alguns exemplos de sequência harmônica que podem ser utilizadas como base para uma ministração espontânea.

Ex.1: Am7 F7M C9 G

Ex.2: Dm7 C/E F G

Ex.3: C Fm6

Ex.4: Am D/F# Fm6 C

Lembre-se que não é necessário colocar muitas tensões e entortar a harmonia nesse momento, pois o objetivo principal da música nessa hora é ser a base para todos os acontecimentos no culto incluindo o momento de louvor e adoração, dízimos e ofertas, anúncios, oração pelos pedidos, etc.

Sl. 33:3 “Cantai-lhe um cântico novo, tocai com arte e júbilo.”

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Dicas práticas para Músicos de Ministério de Louvor (Parte 4)

Parte 4 - Improvisação [Dica]

Estamos dando prosseguimento a esta série de 7 artigos sobre temas que dizem respeito aos músicos e ministérios de louvor em geral. Neste artigo falaremos sobre Improvisação.

A improvisação é a criação musical no momento da execução. Mas isso não significa que seja uma criação sem critério ou forma. O objetivo deste artigo é dar dicas práticas para o uso da improvisação nos ministérios de louvor das igrejas.

A primeira questão que precisa ser abordada é o objetivo da improvisação no momento da ministração de louvor. Todos nós músicos precisamos entender o papel da música na casa de Deus como um meio de levar a palavra de Deus e como um meio de levar as pessoas a adorarem a Deus. A música por si só não pode ser o objetivo final, mas a música é um meio de se chegar ao objetivo que é a adoração. Sendo assim, a improvisação musical pode ser utilizada na igreja sim, mas como um artifício criativo e inovador.

O estilo musical que mais utiliza a improvisação é o Jazz. Aliás, esse estilo é caracterizado pela improvisação. Podemos utilizar a improvisação jazzística na igreja. Para isso gostaria de compartilhar três dicas essenciais.

Dica 1 - Estude as escalas maiores, menores e pentatônicas.

Parece incrível, mas tem músicos que querem improvisar não sabendo nem as escalas maiores em todos os tons. É primordial saber as escalas maiores, menores e pentatônicas para improvisar.

Existem vários métodos de vários instrumentos que tem técnicas específicas para fazer essas escalas. Normalmente o processo criativo deve ser exteriorizado através de alguma forma que já foi amplamente publicada em diversos materiais. Hoje em dia é mais fácil ter acesso a esses materiais através da internet além de existir uma infinidade de vídeo aulas disponíveis também na internet.

Dica 2 - Improvise tendo noção de fraseologia musical.

Fraseologia musical é a maneira como o discurso musical e suas articulações são construídos. Na improvisação podemos associar a fraseologia às diversas frases com motivos musicais. Por exemplo, você já viu músicos que na improvisação se empolgam e tocam sem parar e cada vez mais rápido de maneira atropelada? É importante notar que o improviso são conjuntos de frases feitas instantaneamente. Essas frases têm um sentido, um motivo musical, e se sucedem entre pausas ocasionais.

Nós músicos precisamos entender que pausa também é música. Os compositores eruditos utilizam a pausa para causar uma novidade na música. O ouvido humano se acostuma com o som repetitivo, por isso quando acontece uma pausa, este evento é uma novidade e chama a atenção do ouvinte. Além de notar a importância da pausa, a repetição constante de uma frase musical é muito utilizada no improviso.

Dica 3 - Utilize a transcrição e a citação.

Essas duas técnicas são muito utilizadas na improvisação. A transcrição é o processo de escrever um improviso ou uma idéia já tocada antes. Essa maneira de improvisar é muito utilizada no Jazz. Existem diversos vídeos na internet ensinando a tocar exatamente igual a grandes nomes do Jazz como Bill Evans, Charlie Parker, Miles Davis, etc.

É importante perceber que a transcrição é um processo inicial para começar a improvisar. O objetivo principal é começar tocando no estilo de outro musico já consagrado no improviso e a partir daí colocar sua identidade musical através de notas diferentes, ou ritmo diferente, por exemplo.

A citação musical é quando um músico no meio do improviso toca trecho de outra música. Esta técnica também é muito usada no improviso jazzístico.

A grande questão quando se fala de improviso musical é o bom senso. Todo improviso precisa ser uma história de inicio meio e fim.

Para improvisar é precisão abrir mão da inibição, estudar bastante, treinar muito no seu instrumento e finalmente começar a praticar.

O improviso musical pode ser utilizado em vários momentos na ministração de louvor na igreja, no início, meio ou fim da música, entre duas músicas ou até mesmo durante uma ministração espontânea. Então, mãos a obra !!!

Sl. 33:3 “Cantai-lhe um cântico novo, tocai com arte e júbilo.”

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Dicas práticas para Músicos de Ministério de Louvor (Parte 3)

Parte 3 - Rearmonização [Dica]

É realmente um prazer dar continuidade a esta série de 7 artigos. O objetivo principal desta série é compartilhar dicas objetivas e funcionais para a melhoria da prática musical dos ministérios de louvor das igrejas.

Neste terceiro artigo iremos tratar de um assunto mais técnico. Vamos falar sobre rearmonização. De acordo com a etimologia da palavra, rearmonização significa buscar uma melodia já feita e alterar os acordes para dar um colorido diferente, produzindo variedade e interesse. Essa mudança de acordes pode ser simples ou complexa dependendo do objetivo a ser alcançado.

Quando você sempre toca uma mesma música e percebe que esta canção já não é uma novidade musical, está na hora de rearmonizar. Vários estilos musicais têm exemplos de rearmonização, mas sem sombra de dúvidas, o estilo que mais utiliza essa ferramenta é o Jazz.

Miles Davis, Bill Evans, Oscar Peterson, John Coltrane, Duke Ellington e tantos outros mestres utilizaram esse recurso para dar sofisticação aos chamados Standards. Gostaria de dar 3 dicas para uma boa rearmonização.

Dica 1 - Perceba a melodia dentro do contexto da harmonia.

Muitos músicos analisam a melodia ("o canto") separadamente da harmonia. Isto é um erro porque a melodia quase sempre se encaixa no acorde que está sendo tocado no momento. E quando isto não ocorre é devido o uso de algumas técnicas que os arranjadores utilizam, como por exemplo, as notas melódicas (notas de passagem, apogiatura, escapada, retardo, bordadura, antecipação).

Antes de rearmonizar perceba como os acordes encaixam com a melodia. Além disso, tente rearmonizar utilizando acordes que tenham na sua formação a nota da melodia que está sendo tocada no momento.

Por exemplo, na música "Aclame ao Senhor" no refrão na parte "poder, majestade, louvores ao Rei" a harmonia original é:

| A F#m | Bm E | que poderia ser rearmonizada como: | A F#m | B9/D# E/D |

Dica 2 - Para músicas de louvor e adoração procure rearmonizar utilizando a mesma função do acorde.

Esta dica é imprescindível pois no louvor e adoração o foco principal do arranjador deve estar nas letras que estão sendo cantadas e na mensagem transmitida. Na maioria dos casos a rearmonização não deve descaracterizar a música. A princípio, o objetivo da rearmonização é somente dar um colorido diferente na música, causando interesse sem causar espanto no ouvinte.

É possível rearmonizar trocando a função dos acordes, mas para mudar o colorido do acorde sem descaracterizar a canção, o melhor é manter a função dos acordes. Na harmonia funcional precisamos pensar nas funções, ou seja, as sensações que cada acorde transmite. Sendo assim, temos as seguintes funções:

a) Repouso - Quando a harmonia relaxa, tendo um caráter conclusivo.

b) Tensão - Quando a harmonia contém o trítono causando instabilidade.

c) Meia tensão - É uma função intermediária entre as outras duas, com efeito meio suspensivo.

Há uma série de arranjadores que rearmonizam trocando a função do acorde de maneira interessante. Isto ocorre principalmente no Jazz ou em outros estilos instrumentais. Neste caso o objetivo é realmente causar impacto com a rearmonização. Já no estilo de louvor congregacional o foco não está prioritariamente ligado na música por si só, mas na música como ferramenta que transmite uma mensagem.

Dica 3 - Rearmonize percebendo o contexto da música e da letra.

A canção deve unir o contexto da música e letra. Por exemplo, se fosse para rearmonizar a canção "Deus de promessas" quando a letra diz "posso até chorar mas a alegria vem de manhã" é recomendável utilizar uma harmonia clara, simples, sem muitas tensões, pois a letra fala que a alegria vem de manhã.

A harmonia deve transmitir musicalmente sensações daquilo que está sendo dito através da letra. Uma ferramenta muito utilizada para rearmonizar sem mudar a função do acorde, percebendo o contexto da música e letra é a adição da cadencia II-V-I.

Pense sempre no acorde alvo, se este acorde for menor utilize IIm7(b5)-V7(#9) e o acorde alvo.

Ex.: | C | Bm7(b5) E7(#9) | Am | Neste caso o acorde alvo é o Am.

Se o acorde alvo for maior utilize IIm7 - V7 e o acorde alvo.

Ex.: | C | Gm7 C7 | F | Neste caso o acorde alvo é o F.

Concluindo, essas dicas elementares para rearmonização, podem dar a possibilidade de sofisticar a harmonia sem perder o sentido e o significado musical. O músico que rearmoniza é como um pintor que tem uma tela branca na sua frente com matizes de cores a sua disposição. Basta ter bom senso e bom gosto para saber o que utilizar e como utilizar.

Sl. 33:3 “Cantai-lhe um cântico novo, tocai com arte e júbilo.”

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Dicas práticas para Músicos de Ministério de Louvor (Parte 2)

Parte 2 - Estilo Musical (Estética)

Estamos dando prosseguimento a série de 7 artigos falando sobre temas que dizem respeito aos músicos e ministérios de louvor em geral. Neste artigo falaremos sobre Estilo musical (Estética).

Quando falamos de estilo podemos ter como exemplo um músico de jazz que improvisa muito e cria melodias novas incansavelmente, e um outro músico erudito que toca somente lendo partitura e não improvisa, mas domina plenamente seu instrumento e repertório.

Ambos são músicos, que tocam muito bem seus instrumentos, mas estão separados pelos estilos musicais diferentes que eles tocam. O estilo musical pode ser plenamente classificado dentro da estética musical.

Estética é um ramo da filosofia e diz respeito a tudo o que é belo, sua natureza e percepção. Diz um ditado popular que gosto não se discute, mas no meio acadêmico e no meio musical gosto se discute sim. Existem diversos estilos musicais, e eles tem alguns padrões estéticos que são comuns a esses tipos de música.

Por exemplo, a música no estilo Rock tem guitarra, baixo e bateria. Existem exceções, mas Rock Music em geral necessita primeiramente de bateria, guitarra e baixo. Assim como Black music precisa prioritariamente de baixo (tocando groove) guitarra clean, bateria tocando groove com o baixo e piano elétrico.

Gostaria de dar 3 dicas sobre estilo musical para músicos de ministérios de louvor:

Dica 1 - Estude os principais estilos musicais (Pop, Rock, Black Music, Música Latina e Música Brasileira) e o papel do seu instrumento nesses estilos:

Hoje em dia temos uma gama grande de estilos musicais que são tocados na igreja. Dentre esses estilos que mencionei existem outros subgêneros musicais tornando o papel do musico complexo. Mas a primeira dica é: Estude basicamente os estilos musicais principais utilizados na igreja.

Por exemplo, eu como sou pianista preciso estudar esses estilos, e o papel que o piano (teclado/sintetizador) exerce nessas músicas. No Rock, o teclado quando usa som de piano, fica geralmente pulsando no acorde da mão direita e a mão esquerda toca em oitavas para dar mais "peso". Como exemplo ouça a musica “Pela Fé” do André Valadão. Reparem que na introdução o piano fica pulsando os acordes na mão direita constantemente.

Já no estilo Black o piano elétrico é mais usado fazendo progressões e escalas Jazzísticas também. Como exemplo ouça a introdução de “They That Wait” do Fred Hammond, percebendo o piano elétrico. Além de estudar os principais estilos musicais você necessita estudar o papel do seu instrumento nesse determinado estilo.

Infelizmente vejo bateristas tocando Rock em músicas que são Black, ou latinas. Precisamos ter sensibilidade para tocar de acordo com o estilo musical proposto pela música.

Dica 2 - Ouça músicas novas e descreva o estilo e instrumentos (Apreciação musical):

Esta dica é preciosa porque infelizmente a maioria dos músicos não faz nenhum tipo de apreciação musical. Apreciação musical é ouvir uma música, descrever as principais características dela e caracterizar o estilo, época, instrumentos utilizados, etc. Esse campo de conhecimento é muito utilizado na música erudita, mas pode e deve ser utilizado na música dentro da igreja.

Precisamos aprender a apreciar a música, classificando os instrumentos, analisando o tipo de arranjo, percebendo onde cada instrumento entra e sai na música, etc. Quando você aprende a fazer apreciação musical, naturalmente acontece a assimilação dos estilos musicais, suas concepções e sua instrumentação.

Dica - 3 Toque de acordo com o estilo:

Esta dica parece óbvia, mas é muito comum observarmos músicos tocando uma música em outro estilo musical, e sem o conceito de rearmonização ou adaptação. Tem músicos que tocam em outro estilo porque não dominam o estilo original da música. Por isso que as dicas 1 e 3 se cruzam nesse ponto.

A partir do momento que você estuda os estilos musicais, você pode tocar de acordo com esse estilo. O papel do músico na igreja é servir a Deus, ao líder de louvor e a igreja consequentemente. Então não deve ser um peso estudar e tocar de acordo com os estilos musicais correntes da nossa época.

Para concluir, precisamos ter em consciência que estudar música na teoria e na prática deve ser um prazer e não um peso.

Estudar os estilos musicais é um desafio, mas todo músico precisa entender e aplicar esses conceitos na prática.

A apreciação musical precisa ser constante na vida do músico. O estilo musical que está dentro do estudo da estética se refere ao que é belo, e como fazer algo belo e artístico de acordo com padrões previamente estabelecidos.

Sl. 33:3 “Cantai-lhe um cântico novo, tocai com arte e júbilo.”

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Dicas práticas para Músicos de Ministério de Louvor (Parte 1)

Parte 1 - Técnica Musical

É com grande alegria e satisfação que inicio esta série de artigos para os músicos que tocam na igreja. O objetivo desta série de 7 artigos é dar dicas objetivas e funcionais para a melhoria da pratica musical dos ministérios de louvor das igrejas. Os temas são:

1) Técnica musical
2) Estilo (estética)
3) Rearmonização
4) Improvisação
5) Criando ambientes musicais
6) Repertório
7) Pratica de conjunto

Vamos começar falando sobre Técnica musical:

Em todo tipo de criação, seja artística ou cientifica é necessário o desenvolvimento de técnicas para que haja excelência no resultado a ser alcançado. Na música acontece da mesma forma. Técnica é a arte de fazer algo para se chegar a um objetivo (resultado).

A definição de técnica é a arte ou método prático aplicado para um determinado assunto. No campo da música, técnica é o conjunto de procedimentos para executar uma obra musical com excelência. Dentro deste tema sobre técnica musical gostaria de dar 3 dicas para haver uma melhora significativa na maneira dos músicos tocarem na igreja.

Dica 1 - Enumere suas qualidades e defeitos:

É completamente normal ter pontos fracos e outros fortes na técnica musical. Há uma tendência nos músicos na igreja de não expor seus pontos fracos. É impressionante notar como o orgulho entra facilmente através de questões como essa. Todos nós que somos músicos precisamos melhorar tecnicamente em alguma área. Às vezes um músico é muito criativo, improvisador, mas não lê partitura, não tem uma técnica apurada.

Às vezes é o contrário, um músico lê tudo, mas não tem a capacidade de improvisar, ou tocar sem ler. É óbvio que existem vários tipos de músicos, que tocam vários estilos de música mas você precisa nivelar o seu conhecimento e pratica musical. Quando digo nivelar, quero dizer que você precisa aprofundar conhecimentos musicais que ainda são deficitários em você. É imprescindível enumerar suas qualidades e defeitos musicais. Eu sugiro que você faca isso 2 vezes por ano, coloque no papel suas necessidades musicais e a partir dai você pode montar um plano de estudos para melhorar seu desempenho musical.

Dica 2 - Busque métodos para estudar os pontos fracos:

Como foi dito antes, a técnica diz respeito ao método de se estudar algo para chegar a um resultado. Se você já descobriu os pontos que precisa melhorar musicalmente é necessário buscar métodos relativos a esses assuntos para estudar. Existem diversos métodos para varias áreas no campo musical. Além de podermos classificar os métodos por instrumento, podemos dividir por assunto. Ex: técnicas de blues para piano, método de jazz para instrumentos de sopro, etc.

O estudo musical é um universo infinito, pois quem deu a criatividade foi Deus. Então para haver melhora musical você precisa estudar com foco. Você precisa ter um objetivo principal no seu instrumento e outros objetivos secundários. Não adianta estudar tudo superficialmente e não se aprofundar em nada. É bem melhor você só tocar um estilo, mas se aprofundar nesse estilo e tocar bem ele ao invés de tentar tocar tudo e não tocar nada bem.

Eu não tenho vergonha em dizer que só toco piano popular e não toco nenhum outro instrumento. Eu preferi investir meu tempo e criatividade na improvisação jazzistica no piano, harmonia funcional, música pop e música worship em geral. Se a pessoa toca bem mais de um instrumento isso é ótimo, mas se ela toca mal mais de um instrumento, seria melhor rever os objetivos e focar em um instrumento principal.

Dica 3 - Não deixe de estudar/tocar o que você já toca bem:

A memória humana é um universo que ainda necessita ser estudado com mais propriedade, mas já existem estudos que dizem que quanto mais você repete uma ação, ela se registra na memória, e esse registro se manifesta até mesmo na capacidade motora do ser humano. Isto significa que ao continuar tocando o repertório que você já toca bem, acontecera que você tocara com mais fluidez, e a partir dai você ira improvisar e criar novas texturas musicais.

Muitos músicos em geral me perguntam como é o meu processo de estudo. Eu digo que cada dia que passo sinto que preciso aprender mais. Digo também que a minha maneira de estudar, envolve aprender coisas novas, e ao mesmo tempo estudar aquilo que já sei para não esquecer e para não perder a velocidade, sensibilidade e técnica aprendidas antes.

Para concluir é bom saber que a técnica musical é necessária para tocarmos melhor e servirmos o ministério de louvor nas igrejas com excelência!

Sl. 33:3 “Cantai-lhe um cântico novo, tocai com arte e júbilo”.